12/10/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #131 (25-09-2017)


Novos episódios, todas as segundas-feiras / New episodes, every monday
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Portugal / UK : 18:00 / 6 PM
Europe : 19:00 / 7 PM
Los Angeles : 10:00 / 10 AM
New York / Montreal : 13:00 / 1 PM
Brasil : 14:00 / 2 PM
Chile : 15:00 / 3 PM




episode #131 tracklist:

Dadar - Get Away
Dadar - Destroy Everything
Bat Zuppel - Away To Drown
The Dirty Coal Train - Heat Spike Sputterin
Black Lips - Occidental Front
Dan Sartain - Dudesblood
Scraper - Animal
Sydney 2000 - George
Sydney 2000 - Checkininon
Mesa Cosa - Matate
Dr Chan - HANnnnK$$$ (Lookin 4 Da $in)
The Cheetahs - Circle Two
Sick Thoughts - I Do What I Wanna Do
The Epileptix! - Who's Next
Ave Negra - M.C.S.E.
The Hipshakes - Shot
Neo Neos - City to City (We Rock)
Liquids - Somebutty Wants To Hunt You
Leather Towel - I Like Love
Surf Rabbits - So Good!
Dirty & His Fists - Whistleblower
Prom Nite - Pretty Penny
Prom Nite - It's Boring
Slugz - Bird On A Wire
Melted Faces - Can't Buy A Bucket
Rik and the Pigs - TV Bloopers
Luxury Punks - Where Were You?



05/10/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #130 (18-09-2017)


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episode #130 tracklist:

Urgent Matter - Gonna Give
Urgent Matter - Go
Black Beach - No Place for Me
The Spaceshits - Turn Off The Radio
The Spits - Kill The Kool
Bad Mojos - Pass Out City
The Achtungs - I Dont Care About You
Roda Lits - Alright
The Fadeaways - Kicks & Chicks
Oblivians - Bad Man
B Boys - Psycho (Still)
No Waves - Problems
Surf Rabbits - Killer Kane
Surf Rabbits - Played and Won
Neo Neos - Give Me a Chance
Boys Club - This is my face
Shady & the Vamp - Bologna
Motosega - Dimmi Dimmi Dimmi
The Cheetahs - Doctor
The Cheetahs - Girl of Doom
Johnny & The Self-Abusers - Saints and Sinners
Armitage Shanks - Naive
The Intifadas - Weed Castle
The Electric Excuse Me's - The Wired
Playboy Manbaby - Popular
Sex Scenes - Braindead
Lil Hellraiser - Two



28/09/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #129 (11-09-2017)


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episode #129 tracklist:

Pizza Knife - Dragonslayer
Pizza Knife - Hate
Shaking Heads - Beers and disappointment
Mudhoney - Chain That Door
Cheater Slicks - In And Out
The Drags - Mr. Undertaker
Dennis Cometti - Footy With The Boys
No Negative - Cellophane
Jackson Reid Briggs and The Heaters - Monday Morning
Jackson Reid Briggs and The Heaters - If I Had Time
Escobar - Wild Runner
Datenight - Victims
Sick Horse - Mass of Bounds
The Chinchees - Gosling Day
Blaha - Fresh Horse
Honey - Liars
Piss Test - Arizona Cops
Bazooka - I Want To Fuck All The Girls In My School
The Skeptics - Walking walls of Rome
Cum Stain - Cum Back
The Pop Rivets - Skip Off School
Fire Heads - Sleep At Night
Strange Attractor - So Pissed Off
Burning Itch - I Don't Want To


20/09/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #128 (04-09-2017)


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episode #128 tracklist:

Sick Horse - So What So Well
Sick Horse - Brutal
Tarantüla - I Live Free
Diät - No Accent
Paul Jacobs - Trapped Inside
Heavy Lids - Lying In The Streets
Nick Nuisance & The Delinquents - News
Plax - Black And White / Mistake
Plax - Boring Story
The Cowboys - Crisco Kid
Eroders - Use Your Eyes
The Intended - Blue Law Sunday
The Chinchees - Melting Foam
Together Pangea - Better Find Out
The Dagger Eyes - Bad Attitude
Battleship - A pig is a pig
The Side Eyes - Don't Talk to Me
Shagg - Switchblade Baby
Shagg - Return Of The Rat
Putrifiers - Badwhips
Tasty - Maybe
Buck Biloxi And The Fucks - I'm Useless
Conan Castro and the Moonshine Piñatas - Sanguijuela
Dagz - Tied Up
Neophobe - Anxiety Plague


13/09/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #127 (28-08-2017)


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episode #127 tracklist:

Dennis Cometti - No Hat No Play
Dennis Cometti - King Of The Pack
Rascalton - This Is It
Venereans - Don't Step Kokroachs
Dismalt - I Feel Dread
Goodbye Johnnys - Disaster Control
bAd bAd - Modern Man
Lung Letters - The Line
Brat Farrar - You're A Mess
Private Function - Tickled Pink
Thee MVPs - Lie Detector
Introvert Party - Sad Song
Mixed Deuce - Disturbia
Mixed Deuce - Dick Spencer
The Crusher Puppies - Sick of Your Friends
Pow Wows - Car Cemetery
Magnetix - Break Up The Fone
Kitchen People - Trendoid
Sweet Knives - These Thoughts
Sweet Knives - Won't You Stop
Shit Blimp - All Aboard
The Cowboys - (If I) Laugh Enough
Eroders - Searching For You
K - Prison Cell
Heavy Lids - Nothing You Gotta Say
Heavy Lids - Creep Creep
DD Owen - Psychward Boy


12/09/2017

Mystic Inane - música para sugar toda a boa disposição


Mystic Inane é uma banda de Nova Orleães, no estado americano do Louisiana. Com uma guitarra de som fino e cortante, um baixo pesado e vocais escandalosamente gritados, este quarteto lembra-me as bandas anti-hardcore dos anos 80, como os Flipper e os No Trend. Tal como estas bandas clássicas do anti-hardcore dos anos 80 aqui temos músicas lentas e sombrias que nos conseguem sugar toda a boa disposição que tenhamos.




É um lodo musical que nos absorve de tal forma que quando damos por ela já estamos completamente viciados neste punk doentio. Têm alguns temas de autênticas explosões de hardcore punk, mas com espasmos robustos que ora aceleram o ritmo ora abrandam abruptamente fazendo recordar os The Sediment Club ou os Cabaret Voltaire.




Apenas lançaram EP's, começando por umas demos em 2012 até a "Ode to Joy" que foi lançado no ano passado. Pelo meio editaram o seu melhor disco "Eggs Onna Plate" onde temos três malhas completamente alucinantes.

 

Sinceramente agrada-me este tipo de punk-rock que foge à regra dos três acordes por música e onde o minimalismo pós-punk se mistura com alterações rápidas de ritmos. Este é um som estranho e maldito influenciado pelo punk e não só. Mystic Inane não é para os fracos de coração, ou para pessoas que esperam ficar viciadas apenas após uma escuta, é para se ir degustando vagarosamente.
Nos comentários deste post tens acesso a todos os seus EP's e ainda a uma bootleg gravada num concerto que eles deram no ano passado no fantástico festival "Everything Is Not O.K.".





08/09/2017

Datenight - adolescentes insatisfeitos e alienados


Datenight é um trio de garage-punk formado em 2014 em Nashville, Tennessee. Constituído pelos adolescentes Grayton Green (vocalista/guitarrista), Isaac Talbot (baixista) e por Thomas Borrelli (baterista) fazem um punk-rock com distorção extra e uma quantidade de pop, na onda dos Toy Love, Replacements e Oblivians, que é incrivelmente contagioso e divertido.




Esta banda é constituída por três jovens de 18/19 anos e as suas músicas são curtas, agressivas, mas extremamente bem construídas. Parecem estar obcecados com a criação de músicas pequenas e cativantes que nunca ultrapassam a marca dos dois minutos, onde o que realmente interessa é fazerem músicas bem escritas e livres de enfeites desnecessários.
As letras também reflectem esse estado de espírito onde muitas vezes contêm esses sentimentos subconscientes, mas universais, de insatisfação, alienação, decepção e preferência das coisas simples às inovações tecnológicas.





O álbum de estreia saiu no início de 2015 e no final do ano seguinte lançaram o EP "Sonic Youth 18 Years On Earth". Este EP contém apenas quatro músicas e todas juntas não ultrapassam os sete minutos, isto só vem comprovar que estamos perante um rock'n'roll barulhento, atractivo e curto.



Basicamente são a voz para a juventude confusa de Nashville que tem crescido numa cidade que é reconstruída e remodelada todos os dias por "jovens profissionais urbanos" de outras cidades. Numa época em que uma cidade e uma cena não tentam tanto encontrar sua voz, mas tentam encontrar forma de entendê-la, é bom que apareçam bandas como os Datenight que ajudam a dar esperança a uma geração mais nova de filhos estranhos.






04/09/2017

Cuntz - música esquisita, suja e feia


Se já sentiste a experiência de seres expulso dum bar por estares completamente embriagado e acabaste a noite desmaiado num beco escuro deitado em cima do teu próprio vómito, então esta é a banda para ti. São os Cuntz, uma banda formada em 2012 em Melbourne (Austrália) que toca um rock'n'roll doentio, recheado de humor negro e onde nos recorda uma infinidade de referências culturais australianas.





Com vocais que vão desde um monótono timbre até um uivo delirante apoiados em riffs de guitarra e sinistras linhas de baixo os Cuntz basicamente são o que acontece ao post-punk se bloquearmos todas as portas e janelas durante muito tempo até que ele grite o suficiente que as faça quebrar com os seus gritos.






Lançaram três álbuns de originais, o primeiro "Aloha" foi lançado no início de 2013, logo seguido de "Solid Mates" que saiu ainda nesse ano. Por fim, lançaram "Force The Zone" em 2015 e aguardo pacientemente por mais novidades deste quarteto.



Isto é punk rock brutal, não é feito para agradar aos punks de Vans e de cabelo cuidadosamente despenteado, é como se a música destes rapazes nos atingisse na cabeça como um tijolo pesado. É tão primitivo e violento como o mundo é neste momento, não que esta banda seja abertamente política, mas há um pouco de crítica social aqui e ali.
Apesar de tudo, toda a gente sabe se há país onde o punk sempre foi feito da forma correcta, esse país é a Austrália.





Este é um tipo de música esquisita, suja e feia ... isto tudo no bom sentido.
Se és apreciador de bandas dos anos 90 como os Venom P. Stinger, Tad e U-Men ou dos actuais Pissed Jeans e Nopes, então isto é para ti. Se te agrada músicas sobre cerveja, carne bovina, passear o cão, despejar o lixo e masturbação então passa pelos comentários deste post que não irás ficar decepcionado.





01/09/2017

Perverts Again - a banda sonora perfeita para mentes doentias e depravadas


Perverts Again é uma banda de Cleveland, Ohio (USA). Fazem um rock'n'roll doentio e perturbado que se pode considerar como um punk lento mas altamente hipnotizante. Essa aura estranha contamina os nossos ouvidos através de ritmos de guitarra repetitivos, um baixo e bateria em marcha militar e os vocais nervosos e sarcásticos. Há algo definitivamente viciante no som feito por estes quatro jovens dementes, isto não é punk é antes algo mais esquisito e estranho.





Aqui temos temas sobre os perigos do manuseamento de facas afiadas, balas e bombas através de melodias punk depravadas gravadas em aparelhos defeituosos numa vulgar garagem abandonada. Ao observar os vídeos das suas actuações ao vivo, o vocalista marcha sob uma batida constante que retrata a sua mente estranha.




Todos temos as nossas perversões, fazendo coisas consideradas inaceitáveis ​​e vergonhosas, eles simplesmente colocam toda essa vida desvairada, mas indubitavelmente pervertida, numa forma de música. E este tipo de música é definitivamente um gosto adquirido ... na primeira escuta, pode parecer realmente meio pateta, mas se és como eu e aprecias punk invulgar e as bandas estranhas de Cleveland (Bad Noids, Folded Shirt, Darvocets, e Homostupids) vais adorar estes rapazes.




Apenas lançaram dois discos até hoje, o primeiro foi o EP "All Over Again" que saiu em 2014 e no final de 2015 lançaram um fabuloso álbum de estreia com o curioso título de "Our Big Party". Conhecendo o som destes rapazes, não deixei de esboçar um sorriso ao ver o nome com que apelidaram o seu álbum. Isto é realmente uma grande festa para quem tem uma mente depravada.


Também achei curioso o facto de na capa do seu EP, colocarem a tag "Charged" simulando as capas dos britânicos G.B.H.. Um pormenor só detectado por aficionados do punk rock, mas extremamente engraçado porque o som não tem nada a ver com essa banda.






31/08/2017

Geek Daddies - rock'n'roll para escapar duma vida aborrecida


Geek Daddies é um duo de Alcobaça (Portugal) formado por João Araújo (guitarrista/vocalista) e por Hugo Rilhó (baterista). Fazem um rock'n'roll directo e sem rodeios, onde a guitarra afiada de João nos transporta para bares de alterne pouco recomendados. Com um som cru e cheio de fuzz alternam entre ritmos desproporcionados e riffs poderosos, como quem não consegue domar o animal que monta.




Em relação às letras a maioria dos temas fala sobre sexo, afinal de contas são uns papás geeks onde a única forma de contacto com sexo excitante e selvagem está à distância dum clique no computador enquanto organizam as fotografias das férias aborrecidas que tiveram. E é dessa vida aborrecida que eles tentam fugir fazendo um rock'n'roll furioso mas ao mesmo tempo sensual.
Lançaram apenas um EP que saiu em Maio deste ano, mas prevejo que esta vida do rock'n'roll nos traga mais pérolas desta banda.



Passa pelos comentários para teres acesso a este disco ou então passa pelo seu bandcamp para o ouvires na íntegra.


29/08/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #126 (07-08-2017)


Novos episódios, todas as segundas-feiras / New episodes, every monday
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episode #126 tracklist:

Chillers - Punch + Run
Chillers - Heart Attack
Booji Boys - Family Entertainment
The Cowboys - The Look On Your Face
Crap Detectors - It Hurts
Scraper - Lookin' for Pain
Pussywhips - 1000 Ways To Die
Modern Convenience - What U?
The Cowboy - The Cowboy
The Cowboy - Golden Man
Hugh Beaumont Experience - KGB
New Bomb Turks - At Rope's End
Neck Tie Party - Squash (splat) (yuck) (oh my!!!)
Modern Love - Glasshus
Guffman - Bombzone
Nopes - Steady
Joint D - M.I.A. (Intelligence)
Stratocastors - On est cool
C57BL/6 - Automate Dominate
Wet Lips - Space Jam
Thee MVPs - Neat Neat Neat
Reacharounds - No Harm
Thee Eviltones - Feel The Fear
Uranium Club - Who Made The Man?
Pawns - The Cross


The Sueves - uma das mais promissoras bandas da nova vaga punk de Chicago


The Sueves é uma banda de garage-punk de Chicago que apesar de já andar nestas andanças há mais de dez anos, apenas no ano passado lançou o seu álbum de estreia "Change Your Life" através da editora Hozac Records.




Chicago está claramente no centro de um novo renascimento do rock-and-roll, com uma inundação de novas bandas jovens que destroem palcos semanalmente, e uma das que mais se destaca neste momento são estes The Sueves. Liderados pelo vocalista/guitarrista Joe Schorgl ao qual se junta as linhas de baixo de Rob e as baterias desenfreadas de Andy, estamos perante uma brutal avalanche de riffs que parecem saídos dos portões do Inferno para os vossos mais terríveis pesadelos.





O que mais se nota nestes Sueves é que por já andarem nestas lides há muito tempo, um tempo quando realmente era preciso trabalhar bastante para fazer a sua banda se destacar, em que a única forma de escapar às armadilhas do novo "garage rock" era fazer um punk imprevisível. O som da guitarra surge cheio de distorção e fuzz, um som sinistro e destrutivo que deixa você atormentado e ofegante por mais. E é esse ruído visceral que emana da sua guitarra, que claramente os coloca como verdadeiros selvagens nesta arte suja do rock and roll.







28/08/2017

The Intended - os Tyvek na sua vertente mais psicadélica


The Intended é uma banda de Detroit formada por membros dos fantásticos Tyvek (Kevin Boyer, Larry Williams, e Heath Moerland) a que se juntou Glen Morren que costuma tocar nos Odd Clouds.
Bem menos prolífica que os Tyvek, esta banda apenas editou um álbum no ano passado intitulado "Time Will Tell" através da editora In The Red Records.


Neste disco demonstram que não são muito diferentes dos Tyvek, tanto musicalmente como liricamente. Estamos perante um garage-rock distorcido com letras paranóicas e frustradas. Há, porém, algumas diferenças significativas: The Intended não é tão influenciado pelo punk como os Tyvek, e resvalam para o território vagamente psicadélico em alguns temas.





Um dos pontos altos do álbum é "Desperation", que cita repetidamente o clássico de Phil Collins "In the Air Tonight", antes de termos o confronto com a realidade onde dizem: "This is not a dream with a tight plot, all cooked up in somebody's head / This is the face of desperation.".
Tal como os Tyvek, a música criada pelos The Intended é desordenada e solta, mas as letras são nítidas e directas, e ambos os grupos são igualmente poderosos.
A cover de "Blue Law Sunday" dos obscuros sixties rockers psicadélicos Spike Drivers aparece no meio do álbum e é simplesmente fabulosa, temos ainda outras músicas onde as guitarras surgem mais melódicas e calmas, incluindo a açucarada "Don't Wait Too Long".






25/08/2017

Chillers - mais uma banda com o selo de qualidade da Pissfart Records


Chillers é uma nova banda australiana de Melbourne que lançou o seu primeiro trabalho, um EP de 6 faixas, no final de Junho deste ano através da editora Pissfart Records.





Uma banda cujo o lema é "hard for the boys, sweet for the girls" já explica muita coisa. A música é incisiva, um garage-rock que muitas vezes resvala para o punk, e que se mistura com o slacker rock dos anos 90. Mas ao contrário de muitos grupos actuais, os Chillers no entanto recusam-se a cair na panela pop. O pop punk invadiu a cena do garage-rock, mas estes rapazes preferem ouvir velhas bandas inglesas dos anos 60. A combinação é ousada, incomum e provavelmente infalível!




Os Chillers, com este seu primeiro trabalho, falam essencialmente de temas sobre cerveja, drogas, lutas e outros temas banais neste novo garage-rock. Apesar de tudo, conseguem lançar um bom EP com o selo da Pissfart Records, editora responsável por editar as novidades do garage-punk australiano (Dumb Punts, Draggs, Power, WOD, Drunk Mums, ...).


23/08/2017

Poltergat - noise rock da turbulenta cidade de São Paulo


Hoje trago-vos a banda brasileira Poltergat, um trio de São Paulo formado em 2012 por Gabriel Muchon (guitarra / voz), Dudu Lourenço (baixo) e por Guilherme Migliavaca (bateria). Fazem um noise rock com influências garage-punk, e como provavelmente nasceram na década de 90 o grunge, britpop e shoegaze saltam à vista em alguns temas.





Lançaram um EP em 2014 e no final de 2016 lançaram o seu álbum de estreia intitulado "Blanka".
 

E é com o disco com o nome da personagem mítica da séries de jogos de consola "Street Fighter" que tinha pele verde e cabelos longos e alaranjados e que aniquilava os seus inimigos com choques elétricos que os Poltergat demonstram todo o seu poder. Durante pouco menos de trinta minutos temos um rock que funciona como uma injecção de adrenalina, música desenfreada que poderia ter saído de algum pub londrino 20 anos atrás, mas é da caótica São Paulo.




Se gostas de música com power e vozes que alternam entre o sussurro e o grito então está na hora dos teus vizinhos ouvirem estes brasileiros. Um facto curioso é que quando os ouvi pela primeira vez não fazia ideia que eram brasileiros, pensei que fossem oriundos duma qualquer cidade industrial britânica.





22/08/2017

Flowers Of Evil - punk rock cru e directo


Com um nome inspirado numa obra do poeta francês Charles Baudelaire, Flowers Of Evil é uma banda americana de Nova Iorque formada por Brandon Welchez dos Crocodiles e por David McDaniel dos Young Boys. Estamos perante um som punk hardcore na onda dos suecos Regulations onde as influências de bandas clássicas como os Germs, Black Flag e Circle Jerks está bem presente. Dito isto, pode ser difícil afastar esse tipo de sensação vintage sem parecer excessivamente aborrecido, mas esta explosão intemporal de punk insurgente é tão relevante como sempre.





Este é o tipo de hardcore punk que adoro, que se inclina um pouco mais para o punk da velha escola do que para o punk comercial, evitando qualquer falso sotaque british, solos de guitarra e outras paneleirices. Em vez disso, o que temos aqui é algo básico e directo, com muitas músicas com pouco mais de um minuto e em que nenhuma ultrapassa os três.





Já lançaram dois álbuns, o primeiro de título homónimo que foi editado em 2015 e "City Of Fear" que saiu este ano, ambos editados pela Deranged Records.


Ambos os trabalhos são pujantes e não demasiadamente bem produzidos. A mistura é diluída um pouco, mas o baixo tem espaço suficiente para transportar as músicas, enquanto as guitarras se afastam de qualquer palhaçada de alto ganho e, em vez disso, se concentram numa abordagem mais distorcida, a bateria é rápida, e as vozes seguem uma abordagem tenebrosa.






Apesar desta banda não fazer nada de inovador, o que estão fazendo é divertido e cativante e vale a pena ouvir. Se estás à procura de gritos intensos ou guitarras de metal, isto não te irá satisfazer. Se gostas de rock'n'roll cru e directo que te dá vontade de abanares o corpo que nem um louco, vai já aos comentários deste post.






17/08/2017

Institute - anarcho punk introspectivo


Institute é uma banda americana formada em 2013 em Austin no Texas. O som que fazem pode ser descrito como post-punk com laivos de anarcho-punk  na onda de uns Rudimentary Peni, Flux of Pink Indians, The Mob ou dos britânicos The Subhumans.
O especial destaque é dado ao vocalista paranóico Moses Brown, mesmo quando não se consegue decifrar o que sai da sua boca semicerrada. Podemos então sugerir que esta é uma banda sonora adequada para os tempos sombrios em que vivemos onde uma guerra nuclear está mais perto do que nunca.





Basicamente os Institute parecem ser uma banda saída da compilação de deathrock "Hell Comes to Your House" editada em 1981. A voz rouca de Moses Brown parece sempre desolada em que deriva entre vogais esticadas e consoantes de staccato que fazem lembrar um ataque de soluços. Mesmo quando não se consegue distinguir as palavras, muitas vezes soa como alguém em sofrimento comprovado por temas intitulados "Admit I'm Shit" e "I Am Living Death". 





A sua carreira começou em 2013 com o lançamento de uma cassete de demos e no ano seguinte lançaram 2 EP's ("Giddy Boys" e "Salt").
Apenas em 2015 é que resolveram editar um álbum com o apropriado título de "Catharsis" a que se seguiu outro álbum em 2017 intitulado "Subordination".




As letras de Moses Brown são profundamente pessoais, mas ao invés de mergulhar na introspecção e contar detalhes íntimos da sua vida, ele tenta desmantelar sistemas de pensamento e poder patriarcal. Brown investiga a segurança nacional e os fracassos da sociedade americana através da lente das suas experiências pessoais nas escolas públicas e artísticas. As músicas abordam a simulação solitária de interpretar as regras, a busca de dinheiro e poder, a aniquilação de uma verdadeira personalidade e os padrões de normalidade que, desde a infância, nos condicionam a sermos abjetos.






16/08/2017

Cat Nouveau - Radio Show episode #125 (31-07-2017)


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New York / Montreal : 13:00 / 1 PM
Brasil : 14:00 / 2 PM
Chile : 15:00 / 3 PM




episode #125 tracklist:

The Uglies - World of Crud
The Uglies - Living Failure
Mike Krol - Kelly
3D - Autista
Dan Sartain - I Wanna Join The Army
Flowers Of Evil - Regulation
Nancy - (Tuff) Mama
Arsene Obscene - J'aime Le Courant
The Speed Babes - Outhead
Broken Spells - One Chance
The Veggers - Reverie
Unnatural Axe - They Saved Hitler's Brain
Vaguess - Bad Chicks
Remnants - Get Back Here
Andy Human & The Reptoids - You Don't Even Know
Angry Angles - All The Same
Black Time - Industrial Anxiety
Thee Grinch - Each Side
Puny - ANW
The Cowboys - I Hope She's OK
Magnetix - LR6 (live)
Choke Chains - Billy The Monster
Beasteater - The Night Air
Nopes - Saigon - Stow
Dion Lunadon - Move
Poltergat - Clashdown Fever
Becky & The Politicians - Jackie & Judy
Liquids - Shackled In Chains


Mesa Cosa - fiesta salvaje de locos de Melbourne


Mesa Cosa é uma banda de Melbourne (Austrália) liderada pelo mexicano Pablo Alvarado, que não tenta esconder nada as suas origens. A maior dos temas são cantados (gritados!) em castelhano e faixas como "Satanas", "Bruja", "Los Perros" e "Hijo Del Mal" ajudam este mexicano e a sua trupe australiana a desfazerem em pedaços as paredes dos meus vizinhos. Isto é rock'n'roll brutal e atraente, enfurecido e brincalhão. É rock'n'roll em opiáceos mexicanos.





Os berros que esta banda normalmente utiliza para cantar fazem lembrar uns Black Lips  após terem tomado demasiados alucinógenos (ainda mais?), ou uns Cramps que tomaram demasiados speeds.
Dizem que os concertos (autênticas festas) destes australianos são completamente loucos e a principal questão em relação aos Mesa Cosa é como seria possível converter essa quantidade de energia insana em disco. Quando se tem músicos que colocam a vida em risco nas performances que fazem nos concertos, é difícil saber se estamos a lidar com psicopatas ou suicidas, e coisas como "segurança" e "espaço pessoal" deixam de fazer sentido para estes lunáticos. Portanto, capturar essa ideia em formato físico parecia tarefa para super-heróis, mas o que é um facto é que em disco está lá tudo e consegue-se ter uma ideia da loucura que é um show destes rapazes.





Estrearam-se com um EP em 2012 intitulado "Infernal Cakewalk" e em 2014 lançaram o seu primeiro álbum com o curioso título de "YaYa Brouhaha".



A rivalidade de Melbourne com Sydney também não deixa de estar presente na música dos Mesa Cosa em que todos gritam "I don't wanna go to Sydney, I know the girls from Melbourne will miss me" (eu não quero ir para Sydney, eu sei que as mulheres de Melbourne vão sentir a minha falta):




Este ano irão lançar um disco novo intitulado "El Es Demons" e o vídeo do single de apresentação "Matate" resume bem toda a descrição que se possa fazer desta banda.






15/08/2017

ISS - uma amálgama das melhores coisas do eletro-punk


ISS é um duo de synth-punk formado em 2015 na Carolina do Norte (USA). Se costumas frequentar este blog pelo punk rock sujo e garageiro, desta vez irás ficar surpreendido, porque o que temos aqui é um som recheado de sintetizadores na onda de uns A-Frames ou The Faint.






A base de todos os temas é marcada pelo ritmo do baixo apoiado numa batida electrónica por vezes super-rápida. Sintetizadores e guitarras preenchem os arranjos por baixo das vozes em dueto harmonizado. As músicas são todas curtas e directas, a maioria delas tem menos de dois minutos. Basicamente é uma boa amálgama das melhores coisas do eletro-punk.




Já lançaram dois álbuns e uma cassete. O primeiro de titulo homónimo surgiu no Verão de 2015, seguido da cassete "Studs" que contém alguns temas que viriam a constar no segundo álbum "(Endless Pussyfooting)" lançado em 2017.



Não te deixes enganar pelos vídeos que constam no Youtube, estes dois rapazes têm temas super rápidos a fazerem lembrar uns LARD ou Big Black. Passa pelos comentários deste post que não te irás arrepender do que irás encontrar por lá.





14/08/2017

New Berlin - post-punk de ansiedades paranóicas


New Berlin é uma banda de McAllen no Texas (USA) que começou por ser um projecto a solo de Michael Flanagan. No início de 2015 resolveu criar uma banda com os amigos Gustavo Martinez no baixo e Andrew Richardson na bateria.
Fazem um som post-punk que facilmente poderia ter sido editado no final da década de 70 do século passado, uma espécie de Wire / Crisis / Warsaw / Siglo XX, ou então uns jovens The Cure a tentarem impressionar o radialista John Peel.




Aqui temos vozes desgastadas, acordes toscos saídos da guitarra acompanhados por linhas de baixo e bateria do estilo anarcho-punk. Algo que resulta de forma maravilhosa quando estes sons se juntam e que me fizeram apaixonar por este trio logo na primeira vez que os ouvi.
Está cheio de riffs nervosos e afiados, acentuados por linhas de baixo rítmicas, baterias ardentes e a voz distorcida e monocórdica de Flanagan.
Um dos factores que me levou a gostar muito desta banda foi o distanciamento que quiseram impor às melodias sombrias (algo muito batido nesta onda) e resolverem ir pelo caminho mais punk-ish.




Começaram por lançar uma cassete e um EP em 2015 com um som bem crú e mal gravado, mas onde já se notava o caminho que queriam enveredar. Nestes dois trabalhos fazem algumas covers interessantes dos Joy Division, Ramones e Leonard Cohen. No ano seguinte resolvem lançar um EP só de covers, onde revisitam clássicos dos Wipers, Bob Dylan, Rolling Stones, ... e no final de 2016 lançam o seu primeiro álbum.
"Basic Function" é o disco que vocês têm de ouvir para exorcizarem de vez as misérias da vida e provavelmente funcionará como uma pequena dosagem de ansiedades paranóicas.






Facto curioso é que as vozes soam notavelmente britânicas, apesar do cantor ser sul-americano.


11/08/2017

Draggs - garage-punk espacial misturado com ácidos de qualidade duvidosa


Draggs são quatro rapazes australianos da zona turística de Gold Coast. Fazem um som garage-punk super lo-fi. Sim, eu sei que já devem estar fartos de ouvir falar destas novas sensações do garage-rock, mas acreditem que esta banda tem algo que a torna especial. A melhor forma que consigo imaginar para descrever o seu som é que se trata duma viagem espacial após uma bad trip de ácido.




Fazem-me recordar os Useless Eaters sobretudo na voz e gravação lo-fi, mas às vezes produzem uns beats estranhos e irregulares que me fazem pensar que são uma banda de metal industrial.
Formaram-se em 2015 e são liderados por Kel Mason, músico que também faz parte dos Gee Tee.



Já lançaram quatro trabalhos: umas demos em 2015, "Slob City" e "Slime Street" em 2016 e em Abril de 2017 lançaram "3D Funeral".


 

Se és adepto de sons estranhos, não irás ficar desapontado com esta banda. Passa pelos comentários deste post e devora todos os seus trabalhos lançados até então.