29/10/2013

Sick Thoughts - teen anger from Baltimore

Foi uma agradável surpresa ficar a saber que um dos leitores assíduos deste blog é o jovem Drew Owen que apesar de não perceber patavina de português, visita diariamente este blog e todos os dias gosta de trocar mensagens com este que vos escreve.
Drew Owen é um teenager (16 anos) de Baltimore, Maryland (USA) que tem causado furor no garage-punk internacional. Ele tem sido hiper-activo na escrita de canções sob o nome de Sick Thoughts e já registou mais de 30 músicas desde Abril. Ah, no seu terceiro concerto abriu para os Oblivians. Mas a razão porque destaco a obra deste simpático rapaz não é por ele ser um ávido consumidor de todo o rock que passa por aqui, mas por me fazer lembrar (e muito) o som da primeira banda de Jay Reatard (os Reatards).
É como se Jay Reatard tivesse reencarnado no corpo deste jovem de Baltimore.


Como podem ver pelo exemplo do vídeo acima, aqui temos um garage-punk bem sujo e agressivo onde Drew toca todos os instrumentos e se nota que ele sabe o caminho que quer seguir.
Perguntei-lhe porque razão conseguia fazer tanta música em tão pouco tempo e ele respondeu-me basicamente que é porque está sempre sozinho e entediado, já que raramente consegue arranjar amigos por estar constantemente de mau humor.
Já editou vários EP's e splits todos este ano:



Ao vivo, Drew faz-se acompanhar por um baterista:


Está prevista a edição de um novo álbum no ínicio do próximo ano através da editora Dead Beat Records mas enquanto isso não chega, passa pelos comentários e irás comprovar que este miúdo é um autêntico diamante em bruto.

28/10/2013

Land of Nod - isto é o som de Atlanta

Compilações regionais e locais sempre foram utilizadas para divulgar as músicas punks mais obscuras muito antes do surgimento da Internet. Actualmente serve essencialmente para as bandas divulgarem os seus trabalhos mais experimentalistas e fora do "radar" comum onde se movem.
A editora Scavenger of Death lançou, em Fevereiro deste ano, a compilação "Land Of Nod" que pretende retratar o hardcore punk de Atlanta e contém bandas que sempre foram do agrado dos frequentadores deste estaminé pouco recomendado que é o BAIXA ISSO. Aqui temos treze bandas, entre as quais destacamos Gentleman Jesse, Cops, GG King, Bukkake Boys, Predator e Wymyns Prysyn. Só não entendo porque se "esqueceram" de uma das melhores bandas da zona, os Resons, mas nem quero saber o motivo.

Esqueçam o garage-punk, aqui temos hardcore-punk puro e duro e ficamos com a certeza que a cena de Atlanta é actualmente uma das mais vibrantes e emocionantes do punk mundial. Podem ouvir algumas das músicas que compõem o álbum no bandcamp da editora.


27/10/2013

Lou Reed - R.I.P.

Descansa em paz, meu animal do rock:


The Future Primitives - garage-rock zulu

Os The Future Primitives voltaram e que boa notícia para todos os fãs de garage-rock bem primitivo e cavernoso. Já tinha falado aqui deste trio sul-africano e este ano eles regressaram com o lançamento do seu terceiro álbum, chamado "Into The Primitive", onde a mistura explosiva de riffs frenéticos, pedais de fuzz e batidas tribais é capaz de fazer ressuscitar os mais temíveis guerreiros zulus.

Explicar o som destes Future Primitives é como se eles fossem a broca do dentista fazendo-nos pagar pelo elevado nível de frutose acumulado através de canções pop doces o suficiente para apodrecerem os nossos dentes. Este é o som da emoção. Este é o som da energia. Este é o som que os pais de jovens virgens sempre temeram!

Basicamente este é o rock que traz à superficie o “animal” que há em todos nós e excita nossa percepção instintiva, passa pelos comentários e faz com que os teus vizinhos também libertem esse espírito animalesco.

26/10/2013

The Wongs - Ryan Rousseau second band!

Os Wongs foram uma das primeiras bandas de Ryan "Elvis" Wong (Rousseau) formada em Yuma, Arizona (USA). Quando Ryan e os seus dois amigos (Dan e Mundo) formaram os The Fuckaries (primeira banda de Ryan), não tinham qualquer experiência musical e tocavam especialmente covers de Circle Jerks ou Outlets, até que recrutaram Matt Wong para a função de baixista da banda e resolveram chamar-se The Wongs (nome que Ryan sempre detestou). Como curiosidade, o nome para a banda surgiu quando estes rapazes estavam a ver esta cena clássica do filme "The Wanderers":

Devido a problemas de Ryan com alcoolismo, os pais dele resolveram mudar-se para Memphis, Tennessee para o afastarem das más influências. Não esperavam é que ele já conhecia Jack Oblivian e este lhe tinha dado o contacto dum jovem habitante de Memphis chamado Jay Reatard e o resto é história...
Em relação aos Wongs fazem um som punk totalmente inspirado nas compilações Killed by Death e durante a sua curta existência editaram apenas um álbum de originais, o fantástico "Reanimate My Baby" em 1999 e o álbum ao vivo "Live And Shattered".

Ryan conseguiu conciliar as duas bandas activas ao mesmo tempo, os Wongs e os Reatards, já que arranjou emprego numa transportadora (FedEx) e com isso tinha possibilidade de viajar regularmente entre os estados de Arizona e Tennessee. Sendo assim editaram ainda dois EP's, "Get Away!" em 1996 e "Nothin To Me" em 2002.

Passem pelos comentários para terem acesso a estes pérolas completamente raríssimas e quase impossíveis de serem encontradas em qualquer loja de discos.

24/10/2013

The Gories - de Detroit para o Mundo


 "The best garage band in America since the '60s. Very primitive…they made people with Les Pauls and Marshall amps look like idiots." - Jack White

Os Gories foram uma banda de garage-rock formada em Detroit, USA em 1986. Consistiam num trio composto por dois guitarristas (Dan Kroha e Mick Collins) e pela baterista Peggy O'Neill e foram das primeiras bandas de garage-rock nos anos 80 a incorporar uma valente dose de blues no seu som.
Quando estes três amigos resolveram criar a banda, apenas Mick Collins possuía algum background musical, mas isso não os impediu de criar uma das bandas mais influentes da cena rock do final do século XX, onde até o conterrâneo Jack White se considerou um fã deste trio.


Editaram três álbuns: "House Rockin'" (em 1989), "I Know You Fine, But How You Doin'" (em 1990) e "Outta Here" (em 1992).


Após uma conturbada tour pela Europa em 1992 a banda resolveu terminar, tendo os seus membros formado outros projectos, tais como, Mick Collins seguiu com os Blacktops e Dirtbombs, Dan Kroha formou os Demolition Doll Rods e Peggy O'Neill prosseguiu a sua carreira com os '68 Comeback.
Entretanto nos últimos tempos os Gories têm dado concertos e só esperemos que passem pelo nosso país.


Passem pelos comentários para terem acesso a uma das bandas mais ouvidas pelos meus vizinhos nos anos 90 e sem dúvida uma enorme influência para todas as bandas de garage-rock que vieram depois.

23/10/2013

Gaye Blades - garage-rock homoerótico

Os Gaye Blades foram uma banda formada em 2007 por Jared Swilley (dos Black Lips, Almighty Defenders, ...), Bobby Ubangi (dos Lids, Carbonas, ...), Gentleman Jesse (dos Carbonas, Cops, ...) e Mike Koechlin (dos Frantic, GG King, Beat Beat Beat, ...).


Como podem ouvir pelo video acima, as músicas destes Gaye Blades podiam fazer parte de qualquer álbum dos Black Lips já que estão na mesma onda. A curiosidade aqui reside nas letras das músicas, já que todos os músicos participaram na escrita das mesmas tentando retratar histórias de amor de uns para outros. Títulos como "Treat Me Like A Man", "Don't Get Married" ou "Pretty Boy" dão uma ideia de quão gay são as letras, que apesar de serem uma paródia a todo o universo de cowboys gays funciona de forma excelente.
Editaram apenas um álbum em 2011 de título homónimo que foi uma homenagem à prematura morte de Bobby Ubangi em 2009:
Editaram ainda vários EP's do qual destaco "I'd Brave Anything for You" que foi lançado em 2008.


Isto é garage-rock para ser ouvido sem qualquer tipo de preconceito.


21/10/2013

40 anos a ouvir para baixar isso! - 2006

Em 2006 os meus vizinhos perceberam que em mono as paredes também tremiam:

Fe Fi Fo Fums - Shake All Night (2006)



Em 2006 já Ty Segall andava a chatear os meus vizinhos com os seus Epsilons:

Epsilons - Killed 'Em Deader 'N A Six Card Poker Hand (2006)



Provavelmente a melhor banda das que nunca ouviste falar. Simplesmente fantásticos:

Swing Ding Amigos - Kings Of Culo (2006)



Isto é puro garage-rock, isto é puro-brilhantismo:

The King Khan & BBQ Show - What's For Dinner? (2006)



Em 2006 a voz estridente de Amanda Hohmeier era um autêntico pesadelo para os meus vizinhos:

The Krunchies - Cameltoe Patrol EP (2006)



E assim encerro esta retrospectiva dos 40 anos já que em 2007 nasceu este blog. Fiquemos com o artista que fez o álbum mais vezes ouvido pelos meus vizinhos na última década:

Jay Reatard - Blood Visions (2006)

20/10/2013

40 anos a ouvir para baixar isso! - 2005

Agora que se aproxima a edição deste ano do Barreiro Rocks, esta banda deu um dos melhores concertos que tive oportunidade de assistir neste festival:

Wau Y Los Arrrghs!!! - Cantan En Español (2005)



De Marselha para o mundo... punk rock!

The Hatepinks - Plastic Bag Ambitions (2005)



Em 2005 os meus vizinhos conheceram este garage rock sul-americano de qualidade TOP:

Los Peyotes - Cavernicola! (2005)



Qualquer semelhança com os Hives não é pura coincidência:

The Manikins - Epileptic (2005)



Em 2005 ainda se fazia hardcore-punk com a pujança do início dos anos 80.

Regulations - Regulations (2005)

19/10/2013

Nobunny - o regresso de Justin Champlin

Falar de Nobunny (alter-ego de Justin Champlin) neste blog já é costume como se pode ver aqui. Acabou de editar o quarto álbum de originais, "Secret Songs", e é mais um festim de rock'n'roll cheio de suor:
As músicas foram gravadas por todo o país em diferentes estúdios e quartos, mas todas têm o som lo-fi já presente em anteriores trabalhos. Do rock simples e descomprometido presente em faixas como "My Blank Space” e “Bye Bye Roxie" para melodias pop bem pegajosas como "True Vulture", passando pelo hardcore-punk de "Buried in a Bong" e até duma pop bem camuflada como em "Little Go Bitch" que foi o single de apresentação deste álbum e onde se pode ver Nobunny usando calças (algo bem raro de ver):
Continuo a achar que a melhor forma de ouvir Nobunny é nos espectáculos ao vivo e que estas músicas irão soar 1000 vezes melhor se estivermos na fila da frente do palco.