22/09/2012

The Spaceshits: melhor banda canadiana de sempre?

Vinda de Montreal, Canadá os Spaceshits eram formados por Mark Sultan (aka BBQ), Blacksnake (aka King Khan), Oily Chi, Stinky B. e Skid Marks.
Editaram apenas dois álbuns de originais:  "Winter Dance Party" em 1997 e "Misbehavin'" em 1999 através da editora Sympathy For The Record Industry, mas que foram altamente marcantes no final dos anos 90 na consolidação do garage-rock e até hoje são venerados por muitos fans do género.


Os concertos da banda acabavam quase sempre em confrontos com o público e autoridades e chegaram a ser banidos de tocarem em Montreal após abrirem um concerto dos New Bomb Turks.
A banda terminou quando após a sua primeira tour pela Europa, King Khan decidiu ficar por cá e não regressar à sua terra natal. Ainda hoje vive na Alemanha e mantém diversas bandas no ativo, como é o caso dos fabulosos The Shrines e Black Jaspers.

Como visitante deste blog, o mais provável é já teres estes dois álbuns, mas caso contrário poderás encontrá-los nos comentários.

17/09/2012

The Makers: isto é garage-rock!

Os Makers formaram-se em 1991em Spokane, EUA e a banda original era constituída por Mike Maker (vocalista), o seu irmão Don Maker no baixo, os guitarristas Tim Maker e John Maker e o baterista Jay Maker.
Famosos pelas suas caóticas apresentações ao vivo e por se deslocarem em tour com o seu Pontiac de 1965 (ver foto) estava-lhes destinado um lugar especial no garage-rock dos anos 90.

Após a edição de um EP e a saída de John Maker da banda, lançam o álbum de estreia "Howl" em 1993, cheio de guitarras estridentes que depressa cativaram todos os fans de garage-rock. 

"Howl" não é um grande álbum, já que não conseguiram captar a energia libertada em palco e os álbuns seguintes foram bem melhores como é exemplo o álbum de 1997 ("Hunger") onde encontra os Makers no auge da cena garage, tocando nos principais festivais e buracos pelo planeta, centralizando as atenções. Porém, ainda insatisfeitos, Jay, Don, Jamie e Mike Maker guardavam uma nova e explosiva carta nas mangas; Hunger é o nome perfeitamente escolhido para batizar o disco mais selvagem da discografia da banda - músicas curtas, letras sarcásticas, guitarras altas e descontroladas abrem caminho para um vocal dotado de loucura e ironia, tudo supervisionado de perto pelo produtor Tim Kerr. Passados cerca de quinze anos desde o lançamento, Hunger ainda surge como um dos principais discos do garage-rock dos últimos tempos, curto e grosso.

Nos comentários tens acesso a estas duas autênticas relíquias dos anos 90.

12/09/2012

Nobunny: a melhor faceta de Justin Champlin

Nobunny é a figura criada por Justin Champlin, que já participou em diversas bandas como os Sneaky Pinks ou os Okmoniks, para expressar o seu amor pelo garage rock/pop dos anos 60 acrescentando-lhe uma valente dose de Ramones e Cramps.


Lançou apenas dois álbuns de originais, "Love Visions" em 2008 e "First Blood" em 2010, para além de vários EP's e singles.
Como curiosidade Justin atua sempre semi-nu e com uma máscara de um coelho (bunny), como podemos ver pelo video seguinte onde faz uma versão acústica do seu grande hit:

Mas onde Nobunny demonstra o seu verdadeiro potencial é nas apresentações ao vivo, como podemos ver no seguinte video (reparem que a música é a mesma do vídeo acima):

Nos comentários encontrarás os dois álbuns deste monstro do garage rock enquanto esperamos que ele venha a Portugal num futuro próximo.

07/09/2012

Turbonegro: novo vocalista, novo baterista e novo disco


Os Turbonegro são uma das minhas bandas preferidas desde que lançaram o álbum Ass Cobra em 1996. 
Este é o seu último álbum, lançado este ano, agora já sem o carismático vocalista (Hank von Helvete) que foi substituído pelo londrino Tony Sylvester (líder da Turbojugend londrina).
Se há banda a não perder ao vivo, esta é a banda!


Em relação a este novo disco, tinha muita curiosidade em saber se o novo vocalista estava à altura da tarefa e se mantinham o mesmo estilo de rock. Fiquei extremamente agradado e aposto que se irão manter juntos por mais uns anos.

Nos comentários tens acesso a este regresso dos reis do deathpunk.

06/09/2012

Final Solutions: Jay Reatard era Midas

Final Solutions foram uma banda garage/punk de Memphis, EUA que lançaram dois álbuns entre 2002 e 2007.
Zac (vocalista) e Justice (guitarrista) eram dois amigos que viviam juntos e tinham uma banda de hardcore denominada Jack Monkeys e devido a problemas pessoais na vida de Jay Reatard (na altura com apenas 16 anos) que o levaram a mudar-se para casa de Zac, este foi recrutado para tocar bateria nesta banda. Como curiosidade, os Jack Monkeys participaram num concurso local de bandas amadoras e ficaram em 3º lugar tocando apenas covers de Oblivians.


Entretanto cada um foi à sua vida até que se juntaram passados uns anos e resolveram criar uma banda: Final Solutions, contratando mais um guitarrista (Quinn) e um baixista (Tom). Editaram o primeiro EP em 2002 e o primeiro álbum (“Disco Eraser”) logo no ano seguinte. Após a edição de muitos EP’s e singles lançaram aquele que viria a ser o seu segundo e último álbum “Songs by Solutions” em 2007.


Nos comentários tens acesso a mais este momento dourado da vida de Jay Reatard.

05/09/2012

The Functional Blackouts: melhor banda da Criminal IQ Records


Guitarras distorcidas, vozes cavernosas (à la Cramps ou Reatards) e bateria tocada em ultra-velocidade assim é o som dos Functional Blackouts, que é tão abrasivo que vai ficar a ecoar nos teus tímpanos por um longo período.
Estes punks de Chicago, EUA que apenas lançaram dois álbuns de originais (e uma carrada de EP's e singles) e que se separaram em 2006 foram uma das mais importantes bandas dos últimos tempos (para mim a melhor banda que saiu de Chicago nos últimos 30 anos) e levaram o trash rock-n-roll a um nível mais elevado, empolgando fans de Supercharger, Reatards, Tyrades e Baseball Furies.

Após a separação da banda os seus membros formaram muitas bandas (Mac Blackout Band, Mickey, Worst, Women in Prison, …) mas a mais aconselhada é sem dúvida os Daily Void que continuaram o mesmo estilo musical.


Nos comentários encontrarás estes dois discos e que são essencialmente recomendados sempre que estiveres com vontade de libertar o espírito bárbaro que existe dentro de ti.


04/09/2012

Los Peyotes, Davila 666, Los Vigilantes, Luis & Wildfires tocando Rolling Stones

Se há coisa que a Norton Records faz bem é lançar discos de qualidade, não há dúvida. Um dos seus maiores sucessos tem sido versões de temas dos Rolling Stones, interpretados por algumas das melhores bandas da atualidade. Em 2010 lançaram este single duplo com quatro versões de Jagger / Richards adaptadas ao castelhano por bandas latino-americanas.
A abrir temos os Los Peyotes, banda peruano-argentina que tocam “Let’s Spend the Night Together” em castelhano, isto é, “Pasemos la noche juntos” e que Bam Bam, o baterista da banda, fez este vídeo simplesmente fantástico:

Depois surgem os Davila 666, banda porto-riquenha que já tive a felicidade de ver ao vivo quando vieram ao Barreiro Rocks e que tocam um “Borrando el negro” (She’s a Rainbow) simplesmente delicioso e cheio de psicadelismo lo-fi.

Luis and the Wildfires, banda que vem da California, simplesmente desfaz “Get off of my cloud” tornando-a mais fresca e excitante.

A terminar temos outra banda porto-riquenha, os Los Vigilantes, com um “Paint it Black” tocado de forma magistral e para mim a melhor versão deste disco, simplesmente fantástica!


Nos comentários tens oportunidade de ter acesso a este raríssimo disco com as três melhores bandas latino-americanas de garage-rock da atualidade.

31/08/2012

Tracy Lee Summer: a esperança do rock nacional


Os Tracy Lee Summer formaram-se em 2007 no Barreiro, Portugal e são um trio que toca rock and roll puro e duro. Depois de algumas alterações na formação, gravaram dois EP’s através da Hey, Pachuco!, duas músicas editadas numa compilação e um single em vinil (edição conjunta entre a Hey, Pachuco! e a Folc Records).
Os seus membros têm nomes curiosos como Captain Death (vocalista), Tom Violence (baterista) e Sisley Waddington na guitarra, o que adensa todo o mistério sobre estes barreirenses que já tiveram o videoclip de "All My Love" banido do Youtube. Aproveitem para ver enquanto não é banido do Vimeo também.
Não percam um concerto desta banda que provavelmente tocará no bar mais reles da tua rua, não porque não tenha qualidade para tocar em locais melhores, mas apenas porque a cerveja costuma ser mais barata.


Nos comentários tens acesso a todas as músicas editadas até então por esta banda que já é uma autêntica coqueluche do garage-punk nacional, ou como eles diriam, garbage-rock.

30/08/2012

Tédio Boys: De Coimbra para o Mundo

Tédio Boys foi uma banda originária de Coimbra, com uma história ímpar em Portugal. Apesar de não terem tido grande mediatismo, a sua influência na música portuguesa é enorme, por ter gerado várias bandas como d3Ö, Wraygunn, The Parkinsons,Blood Safari e Bunnyranch. Não percam o documentário "Filhos do Tédio" sobre o percurso desta mítica banda.

Actualmente, os vários elementos têm outros projectos. Toni canta nos d3Ö, Kaló está nos Bunnyranch como baterista e vocalista. O guitarrista Vitor Torpedo agitou Londres com os Parkinsons e Paulo Furtado conhece o êxito com os WrayGunn e o seu projeto a solo Legendary Tiger Man.
Este é o seu álbum de estreia "Porkabilly Psychosis" lançado em 1994.

Aproveitem para conhecer a melhor banda de rock nacional dando uma espreitadela nos comentários.

28/08/2012

Lost Sounds: O melhor de Jay Reatard ?


Formados por Jay Reatard, Alicja Trout e Rich Crook os Lost Sounds já foram várias vezes mencionados neste blog porque são uma das bandas mais importantes na junção do synth-punk com o garage-rock.
Este é o seu último registo de 2004 e o melhor disco deles, para mim.
Para muita gente os Lost Sounds continuam a ser o que de melhor Jay fez na sua curta carreira, apesar de eu não concordar e achar que o que acabou por fazer a solo no final da sua vida foi muito mais excitante e inovador.
Nos comentários tens este disco para veres que o seu som se mantém bastante moderno e atual apesar de já terem passado quase 10 anos da sua edição.